Audição canina e felina

Você sabe como funciona e para que serve a audição canina e felina? Quando ainda não conseguem ver ou sentir cheiro, os cães fazem o reconhecimento à distância através dos sons. Estes animais têm uma capacidade incrível de memorização de sons como a abertura de pacotes e sacolas, diversos tipos de passos, vozes e outros ruídos.

O ouvido é o órgão receptor da audição e divide-se em três regiões:

  1. Ouvido Externo: formado pelo pavilhão da orelha e pelo canal auditivo externo. Mostra-se fechado internamente pelo tímpano.
  2. Ouvido Médio: consiste na cavidade timpânica, contendo em seu interior três ossículos (martelo, estribo e bigorna) responsáveis pela propagação das vibrações do som. Comunica-se com o ouvido interno e com a faringe por intermédio da trompa de Eustáquio ou tuba auditiva.
  3. Ouvido Interno ou labirinto: consiste em uma parte acústica, a cóclea, onde estão presentes estruturas que permitem a percepção dos sons e ruídos, denominadas de órgãos de Corti. Já a porção não acústica é constituída pelo vestíbulo e pelos canais semicirculares, onde são encontradas estruturas que permitem a percepção da posição do corpo sendo responsáveis pela noção de equilíbrio.

Anatomia do ouvido canino

O ouvido externo coleta ondas sonoras com o pavilhão auditivo e as conduz no conduto auditivo para o tímpano.

Os pavilhões auditivos nos animais mamíferos domésticos são grandes e muitas vezes móveis e em forma de funil. Isto ocorre, principalmente, devido ao chamado reflexo de escuta ou alerta. Quando a atenção aumenta, as orelhas se erguem, enrijecem, sendo o meio ambiente constantemente perscrutado com movimentos das orelhas.

Gatos possuem 32 músculos que controlam suas orelha. Ele pode girar suas orelhas, independentemente, a quase 180 graus, e 10 vezes mais rápido do que o cão.

As estruturas do ouvido médio transmitem, eficientemente, as vibrações sonoras para dentro do ouvido interno. Essas vibrações atingem a endolinfa, líquido que preenche os canais semicirculares, que excitam as células ciliadas sensitivas do órgão de Corti. O estímulo é levado ao centro da audição localizado no córtex cerebral, produzindo a sensação de som.

A audição canina analisa a altura, a intensidade, a tonalidade do som correspondente e o local da fonte sonora.

A altura do tom depende do número de vibrações das ondas sonoras e, quanto maior for a freqüência, mais alto é o tom. O homem é capaz de perceber ondas sonoras na freqüência de aproximadamente 16 a 20.000 hertz (ciclos por segundo). Já os cães são capazes de ouvir vibrações sonoras aproximadamente nos limites de 10 a 40.000 hertz e os gatos ouvem até 65.000 hertz .

Os limites do campo de audição são diversos nas espécies animais. Outro fator que ajuda a captar sons são: a anatomia do pavilhão auditivo afunilado e o movimento auricular em direção à fonte do ruído.

O ouvido do mamífero é sensível aos sons de uma ampla faixa de intensidades de frequências, sendo a faixa de frequência auditiva dos cães mais ampla que a dos humanos. Isso quer dizer que o cão escuta sons mais graves e também mais agudos do que os seres humanos podem escutar.

Os cães também detectam sons de frequências menores e maiores do que as detectadas pelos humanos. Assim, o intervalo da frequência do som que eles captam, é bem maior que a do homem. Com isso, é possível usar apitos ultra-sônicos para comunicar-se com o cão, sem que a pessoa escute.

Saiba como seu cão se expressa

O excelente sentido de audição dos cães os torna mais sensíveis, pois podem perceber e ouvir sons que para os humanos são inaudíveis, principalmente nas frequências mais altas, por isso podem ficar mais abalados, sensíveis e nervosos com os fortes decibéis.

Embora todas as raças possuam o mesmo potencial genético para ativar seus sentidos, a seleção feita pelos homens ao longo de vários séculos, fez com que determinadas raças tenham o sentido mais apurado do que outras. Assim, os Terriers apresentam uma audição muito favorecida.

Audição canina e felina
 

Quem aqui nunca viu seu animal de estimação “cantando” junto com uma música? Mas será que eles gostam do seu estilo musical?

“Nós temos uma tendência humana de nos projetar em nossos animais de estimação e assumir que eles vão gostar do que gostamos”, afirma o pesquisador Charles Snowdon. Mas não é porque você gosta de Mozart que seu cachorro não vai preferir rock. E vice-versa.

Ao contrário da ideia convencional de que a música é um fenômeno puramente humano, pesquisas recentes mostram que animais possuem também essa capacidade. Porém, ao contrário dos nossos estilos, cada animal tem o que Snowdon chama de “música específica para espécies”: estilos familiares para cada espécie em particular.

Com alcances vocais e batimentos cardíacos diferentes dos nossos, os animais não conseguem se conectar ao nosso estilo musical. Estudos mostram que eles geralmente respondem à nossa música com total falta de interesse. Mas com isso em mente, Snowdon trabalhou com o tocador de violoncelo e compositor David Teie, para compor músicas específicas aos animais.

Em 2009, eles compuseram duas músicas para macacos, com vozes três oitavas superiores a nossa e ritmo cardíaco duas vezes maior. A música soava estranha para os humanos, mas os animais pareceram gostar. Agora, a dupla está compondo música para gatos, e estudando a reposta animal a isso.

“Nós estamos trabalhando para criar uma música com uma frequência próxima a da voz dos gatos, e usando o ritmo cardíaco deles, que é mais rápido que o nosso”, comenta. “Nós descobrimos que os gatos preferem músicas compostas dessa maneira do que a música humana”.

Já os cachorros são mais complicados, principalmente porque eles variam muito no tamanho, na voz e no ritmo cardíaco. Mas se você tem um labrador ou um Mastiff, o gosto pode até ser similar ao seu. “Minha previsão é de que os cachorros grandes podem gostar mais da música humana do que um chihuahua”, afirma Snowdon.

De fato, uma pesquisa da psicóloga Deborah Wells mostrou que os cachorros conseguem discernir entre os diferentes tipos de música humana. “Eles demonstram comportamentos mais relaxados quando escutam música clássica e mais agitados quando ouvem heavy metal”, comenta ela.

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